quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Do fundo dos olhos.
o que fazer quando você se torna um abismo tão grande e a sensação que tem é de que nunca pára de cair de si?é que a própria queda [leia-se eu] não pára de cair, como o silêncio não pára de calar e a morte não pára de morrer.é agora como se eu fosse infinita em minha finitude e não parasse de findar, sem fim.e não há desespero em minha queda, nem há passagem, caio parada no mesmo lugar, talvez você não consiga conceber esta idéia, mas ainda assim, é uma queda imensa e interminável.não há também o desespero por estar caindo, não há desespero da água caindo na cachoeira, é natural, é da essência: a água é a queda d'água, eu sou a queda do abismo do qual só eu posso cair.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Colar.
Hoje eu gostaria de lhe dizer tudo o que se passou desde a última vez em que nossos lábios se tocaram e aquele gosto forte de sangue se derramou em nós.Queria lhe dizer de tudo o que pensei nesse meio tempo, tudo, tudo cada detalhe e palavra, hoje eu queria me dar inteira outra vez pra você.Eu, que nesses tempos tenho me consumido em silêncios intermináveis, hoje falaria sem parar, sem descanso, até perder o fôlego, se fosse pra você.Hoje as coisas seriam naturais pra nós dois, se você se esquecesse em meus braços, eu cantaria pra você dormir e ficaria acordada a noite inteira velando o seu sono.Hoje, só hoje, eu queria o seu desconserto e a sua dor, e tudo mais que eu nem pudesse suportar, sobre os meus ombros, me destruindo mais e mais.Hoje eu queria você, e só você, inteiro, com todos os defeitos, medos e gorilas.Hoje eu queria não o seu corpo, que libido já não faz parte da minha vida, queria o frio dos seus olhos, aquilo que me arrepia a nuca e a alma.Queria suas mãos no meu rosto e a sua respiração perto da minha face.Hoje eu queria a sua voz sussurrando "eu te amo" tão baixo, tão baixo, que só o meu coração fosse capaz de ouvir.Hoje eu queria ter guardado uma lágrima sua para agora esfregá-la no meu rosto na tentativa de ter qualquer coisa sua me tocando e se prendendo à minha pele.Hoje eu queria ter aquela parte de você que tantas vezes tive e quis.Hoje eu queria até as partes de você que eu não quis.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Cromossomicamente.
É engraçado pensar essa minha necessidade compulsiva de escrever como uma característica definida geneticamente.Imaginar uma família inteirinha de pessoas parecidas comigo sentada em frente a computadores ou cadernos, escrevendo por horas a fio, sem parar, sangue do meu sangue.Sobre o que falarão meus tios e tias, meus primos, primas, meus filhos, o que rabiscarão meus netos?Será que terão mesmo o que dizer, como só o Cristiano e a Camila acham que eu tenho, ou simplesmente colarão umas palavras nas outras como eu faço numa tentativa quase sempre frustrada de relaxar os músculos pensatórios?Que sonhos literários sonharão?Que quimeras?O que, de ígneo, ensurdecerá seus olhos nos breves momentos de uma palavra que se borda, rápida e ácida, e se ressignifica sob as mãos calejadas dos poetas que, em suas mitocôndrias, nada compartilham comigo e que, ainda assim, têm genes dos meus?
Haverá algo mais de genético em minha personalidade?Os exageros?O movimento?Os amores? Ou será tudo a minha alma exterior?
E eu não gosto de finalizar posts com perguntas, mas essa não tem resposta.
Haverá algo mais de genético em minha personalidade?Os exageros?O movimento?Os amores? Ou será tudo a minha alma exterior?
E eu não gosto de finalizar posts com perguntas, mas essa não tem resposta.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Das saudades de Petrolina.
Sinto apertar-me no peito uma saudade doce e aguda várias vezes ao dia.Não só da orla, do rio e das matérias inéditas da faculdade.Sinto falta da liberdade, do silêncio, do medo, da coragem, do ânimo, das novidades.Sinto falta do não saber o que fazer, do não ter pra onde ir, da sensação de ter a cidade inteira nas mãos e à disposição dos meus caprichos.Sinto falta até da agonia, do desespero, do "eu não pertenço a nada disso", eu sinto a falta de quase tudo em Petrolina.
A voz e os cuidados de Tiago;
a risada de Luiza;
a cara de "entendeu o trocadilho?" de Bidido;
a auto-estima de Ana Terra;
a doçura de Simone;
as cantorias de Darlan;
os xiliques de Neto;
os gritos de Priscila;
o rebolado de Mari;
as revoltas de Ane;
as sacanagens de Bruno;
os "Prision Break"s;
a zuação de Actos;
a vivacidade de Júlia;
a franqueza de Bruna;
a sutileza de Andreza;
as baixarias de Isabella;
as confissões de Aymê;
as idiotices absurdas de Didi;
as doenças intermináveis de Ricardo;
a risada estridente de Aliny;
as gírias de Flávia;
a pele de Raul;
o brilho nos olhos de Flávio;
a voz grossa de Luzânia;
as bobagens de Kátia;
a força de Carine;
as zoações com o Gaúcho;
o humor de Daniel;
os furinhos do sorriso de Ângelo;
os sonhos apaixonados de Ana Fernanda;
as narrações sexuais de Fernanda;
a filosofia com Railma;
as bebedeiras, as noites, os sorrisos, as pessoas de cujos nomes eu tenha, eventualmente, esquecido de citar, as inconseqüências, os acasos, tudo, tudo, tudo, tudo em Petrolina ficou marcado.
"-Essa vida é boa ou não é?" (Octamar)
É, Octa, se é.
(sim, sim, eu ando extremamente saudosista esses dias.)
A voz e os cuidados de Tiago;
a risada de Luiza;
a cara de "entendeu o trocadilho?" de Bidido;
a auto-estima de Ana Terra;
a doçura de Simone;
as cantorias de Darlan;
os xiliques de Neto;
os gritos de Priscila;
o rebolado de Mari;
as revoltas de Ane;
as sacanagens de Bruno;
os "Prision Break"s;
a zuação de Actos;
a vivacidade de Júlia;
a franqueza de Bruna;
a sutileza de Andreza;
as baixarias de Isabella;
as confissões de Aymê;
as idiotices absurdas de Didi;
as doenças intermináveis de Ricardo;
a risada estridente de Aliny;
as gírias de Flávia;
a pele de Raul;
o brilho nos olhos de Flávio;
a voz grossa de Luzânia;
as bobagens de Kátia;
a força de Carine;
as zoações com o Gaúcho;
o humor de Daniel;
os furinhos do sorriso de Ângelo;
os sonhos apaixonados de Ana Fernanda;
as narrações sexuais de Fernanda;
a filosofia com Railma;
as bebedeiras, as noites, os sorrisos, as pessoas de cujos nomes eu tenha, eventualmente, esquecido de citar, as inconseqüências, os acasos, tudo, tudo, tudo, tudo em Petrolina ficou marcado.
"-Essa vida é boa ou não é?" (Octamar)
É, Octa, se é.
(sim, sim, eu ando extremamente saudosista esses dias.)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Repostando: "Ousadias de fim de semestre".
Querido professor, lhe trago esta maçã mais como uma oferta de Lilith que como um agrado.A maior parte das coisas que você lerá nas próximas linhas em nada lhe acrescentará, mas ainda assim, elas esperaram o semestre inteiro para sair de mim.Digo-as apenas aqui, covardemente escondida por trás das teclas que impedem que fiquemos os dois ruborizados e fugitivos cara-a-cara(ficaremos, inevitavelmente, mas sem precisar assumir um para o outro, então).Há um tipo de brilho em seus olhos que poucas vezes vi noutros (se é que já vi), é um misto de sagacidade e meninice com mais alguma coisa indefinida que faz com que pareçam desmontar constelações inteiras num breve piscar.São olhos de alma.Não, não olhos 'da alma', olhos DE alma.Tem pessoas que quando nos olham parecem estar absolutamente ocas, como se nada do que viveram houvesse ocupado qualquer espaço em seu olhar, você não.Você tem olhos tão cheios, tão cheios, que a alma inteira parece ter se depositado naquele ponto de luz que eles emitem enquanto você divaga sobre umas boas ironias filosóficas.Há também, sem nenhum respeito, um tanto de erotismo neles.Por que?Onde?Como?Eu não sei de onde vem, mas que há, -pelos céus!- há, e é mais do que o suficiente e o saudável para nós, pobres mortais que o cercamos.
Sem falar no quê de teatralidade, que me diverte e prende, em seus movimentos.E no distanciamento ético que faz com que todos esses meus pensamentos soem meio ridículos e fora de contexto.Além disso tudo, para fazer par com os olhos, o sorriso às vezes o faz parecer um menino travesso que acaba de aprontar uma armadilha e só está esperando que alguém caia nela.Tem as mãos bonitas também, muito, muito brancas, e sandálias de couro(*-*).
Mas, apesar de todos os atributos encantadores acima citados, tem uma coisa que chama ainda mais atenção e eu juro que não vou falar do sotaque(hahaha).É a aura de paixão que o encobre quando se perde em uma linha de raciocínio sem perceber que carrega uma sala inteira junto.
Então, senhor Marcelo, perdoe-me a ousadia, mas tu, com tuas viagens, foste um dos meus poucos motivos para acordar sorrindo às quartas e sextas por um semestre inteiro.
Sem falar no quê de teatralidade, que me diverte e prende, em seus movimentos.E no distanciamento ético que faz com que todos esses meus pensamentos soem meio ridículos e fora de contexto.Além disso tudo, para fazer par com os olhos, o sorriso às vezes o faz parecer um menino travesso que acaba de aprontar uma armadilha e só está esperando que alguém caia nela.Tem as mãos bonitas também, muito, muito brancas, e sandálias de couro(*-*).
Mas, apesar de todos os atributos encantadores acima citados, tem uma coisa que chama ainda mais atenção e eu juro que não vou falar do sotaque(hahaha).É a aura de paixão que o encobre quando se perde em uma linha de raciocínio sem perceber que carrega uma sala inteira junto.
Então, senhor Marcelo, perdoe-me a ousadia, mas tu, com tuas viagens, foste um dos meus poucos motivos para acordar sorrindo às quartas e sextas por um semestre inteiro.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Escrito em 11/08/09:
Daqui da sacada que não tenho, roubo ainda seus olhos do palácio em que se esconderam para que perfumem mais uma vez meus cabelos com a aquarela de flores que colhi enquanto fomos amor.Daqui do vigésimo andar subsolo, agarro-me às asas de meus pensamentos passionais gritando "vão-se embora"!Pendurada em meu peito, sua lembrança estremece, moribunda, batendo pé, negando-se a abandonar o plano principal de minha vida.Eu, vendo a cidade inteira por dentro, formalizo seu esgoto, vestindo-o com terninhos para que, se, um dia, você lembrar onde me deixou e quiser buscar-me, a bosta se apresente de forma digna.-
Nesse exato momento acabou a aula de Literatura e eu parei de escrever.
Depois de tanto tempo sem esboçar uma só linha que se borde, eu confesso que me sinto enferrujada.
Nesse exato momento acabou a aula de Literatura e eu parei de escrever.
Depois de tanto tempo sem esboçar uma só linha que se borde, eu confesso que me sinto enferrujada.
sábado, 1 de agosto de 2009
Sobre a manhã em Arembepe.
Muitas coisas idiotas, palavras bestas, babaquices, críticas, discussões sobre os absurdos de racionalidade dele.
Nada de romances, mas tudo muito bonitinho.
Vem, baiana, eu mandei fazer sol pra você vir.
Nada de romances, mas tudo muito bonitinho.
Vem, baiana, eu mandei fazer sol pra você vir.
domingo, 26 de julho de 2009
repetição.
quantas vezes eu já fui dormir rezando para não acordar?
já nem é mais novidade.
e tudo isso só por causa de uma ervilha embaixo do colchão.
já nem é mais novidade.
e tudo isso só por causa de uma ervilha embaixo do colchão.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
De dias vermelhos.
Vem me comendo pelos lados, me tomando, contorcendo, distorcendo.Vem trepando as minhas pernas, gozando as minhas mãos e lambendo os meus peitos.Vem beijando a minha nuca, puxando meu sorriso para o rosto, arrepiando as minhas costas e emaranhando os meus cabelos.Me excitando, exagerando, vem me beijando em todos os cantos e dobras do corpo.A vida veio, dessa vez já não suave, me jogando na cama, rasgando a minha roupa e me penetrando sem dó e sem parar.Ela tem enchido o meu sono de preliminares e culmina o meu tesão todos os dias, o dia inteiro, me rompendo em uma sucessão de orgasmos incansáveis que não me tremem as pernas, mas se fundem transformando todas as horas num gozo profundo."A vida anda passando a mão em mim", e não só passando.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Da cômica paixão pré-adolescente.
Passei os últimos dias me perguntando quantos anos teriam passado desde a última batida do meu coração nas mãos dessa estranha criatura que agora me toma palpitante e tranquila entre os braços.Quatro, cinco anos talvez?Nem importa tanto se agora o bater frenético no peito e o tremer das pernas tem outra explicação.Quanto terei mudado e quão diferente ele me vê agora? Impossível saber, continuo não tendo palavras para expressar-me quando ele está perto e continuo rindo, de nervoso ou de felicidade almática, até as bochechas doerem e doerem mais. E lá vou eu florindo tudo outra vez, e vendo chifre em cabeça de coelho.Verdade é que, por atrás dessa "mulher" cheia de sorrisos, piadinhas e serenidade, continua a mesma menina insegura de mãos geladas e sem saber o que dizer que fui tantas noites quando ele se punha a ferir-me com os beijos não dados que agora pego à força.As piadas dele continuam tendo a mesma acidez desconfortável de antes e eu continuo esperando pelo momento de perder a paciência que nunca chegou, nunca chega.E é tudo meio estranho, meio sem propósito e desajeitado, mas faz bem.E eu fico aqui matando tempo para que me venha mais uma dose da estranheza que ele traz.Que ele a traga inteira e aos poucos, queimando minha pele com os olhos e saltando meus pêlos com os lábios.E que ele me traga inteira do fundo do poço no qual me instalei e que me tome inteira, devagar e cínico, com os olhos de quem sabe voar e o sorriso de travessuras.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Capão.
Depois de muito tempo sem escrever, aqui ou em qualquer lugar, volto não por inspiração, esta só voltará com o tempo, é fato.Volto aqui, para falar das poucas coisas que têm me aflingido nesses dias de retorno.Para começar, saibam que eu estive no Capão.Daí, deduzam que eu lembrei o quanto vale a pena viver.No entanto, essa volta ao lar(sim, o Capão é o que eu posso chamar de lar) me trouxe uma agonia profunda por ter de deixá-lo novamente.Guardo agora aquele velho tipo de saudade que a gente alivia, mas depois volta dilacerante.Tenho agora a sensação de que esta vida aqui é muito pouca para mim, eu quero morar no Capão.Eu quero, sim, acredite se quiser, largar toda a badalação, as festas, as dezenas de homens maravilhosos pela calma das montanhas, pelo barro, os mosquitos, os arranhões no joelho, por um homem só que eu não preciso amar de cara, mas que tope largar tudo e vir comigo para a gente se encantar.Parece a típica loucura ao modo de Doce Novembro, mas soa perfeitamente razoável agora.Descobri em mim, como a cada ida ao Capão, a capacidade de amar qualquer pessoa, apesar de quase tudo, e isso me dá a liberdade de amar um ou vinte homens, atemporalmente.
Mais uma coisa que vocês precisam saber: estou voltando a morar na minha amada Salvador.Os motivos, que não são poucos, eu não vou enumerar aqui, por já tê-los dito demais.Deixar toda a vida e a liberdade que consegui na outra margem do Velho Chico não foi uma escolha das mais fáceis, mas, dentre tantas coisas, eu não quero me acomodar, quero agarrar todas as oportunidades e, se não o fizesse agora, já não seria eu.
Mais uma aflição e que vai parecer meio exagerada ou surreal é sobre a profundidade do céu.Todo esse ar, e não só ele, tudo o que está acima...Olhar o céu agora me parece olhar para baixo à beira de um abismo, dá vertigem, como se eu pudesse cair para cima.Talvez, no fim das contas, eu possa.
No mais, eu estou feliz e eu sou, novamente, um poço de amor à vida, e a tudo o que me cerca.Essa sou eu de novo.Um tanto mais sólida, admito, e isso me frusta um tanto, mas eu vou desenrijecer(essa palavra existe?) de novo e logo, eu sei.E eu nunca mais vou passar tanto tempo longe do Capão.Não mesmo.
Mais uma coisa que vocês precisam saber: estou voltando a morar na minha amada Salvador.Os motivos, que não são poucos, eu não vou enumerar aqui, por já tê-los dito demais.Deixar toda a vida e a liberdade que consegui na outra margem do Velho Chico não foi uma escolha das mais fáceis, mas, dentre tantas coisas, eu não quero me acomodar, quero agarrar todas as oportunidades e, se não o fizesse agora, já não seria eu.
Mais uma aflição e que vai parecer meio exagerada ou surreal é sobre a profundidade do céu.Todo esse ar, e não só ele, tudo o que está acima...Olhar o céu agora me parece olhar para baixo à beira de um abismo, dá vertigem, como se eu pudesse cair para cima.Talvez, no fim das contas, eu possa.
No mais, eu estou feliz e eu sou, novamente, um poço de amor à vida, e a tudo o que me cerca.Essa sou eu de novo.Um tanto mais sólida, admito, e isso me frusta um tanto, mas eu vou desenrijecer(essa palavra existe?) de novo e logo, eu sei.E eu nunca mais vou passar tanto tempo longe do Capão.Não mesmo.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
'if she loves you, let her go.'
See, how can someone be so stupid?
Haverá, pelos céus, alguém que, em plenas faculdades mentais, possa recusar amor como o que lhe devoto?
Que recuse o bem que lhe quero, que, de tanto querê-lo contorce a alma inteira em busca do que se encaixa nele para fazê-lo feliz?
Alguém que, diante das evidências de ter encontrado aquela que, entre todas, foi-lhe destinada pelos deuses, a despreze?
Entre todos os homens, destinaram-me aquele que prefere cercar-se de passagens a aceitar minha estadia.
Devo ter por vidas inteiras cedido meu corpo a caprichos mórbidos enquanto minha alma gêmea corria pelo mundo à minha procura.
Agora que que me encontra e percebe o que de nós andei fazendo nos últimos séculos, rejeita-me com toda razão.
Por quantas vidas ainda terei que esperar para que, enfim, a felicidade nos braços dele seja minha também?
Haverá, pelos céus, alguém que, em plenas faculdades mentais, possa recusar amor como o que lhe devoto?
Que recuse o bem que lhe quero, que, de tanto querê-lo contorce a alma inteira em busca do que se encaixa nele para fazê-lo feliz?
Alguém que, diante das evidências de ter encontrado aquela que, entre todas, foi-lhe destinada pelos deuses, a despreze?
Entre todos os homens, destinaram-me aquele que prefere cercar-se de passagens a aceitar minha estadia.
Devo ter por vidas inteiras cedido meu corpo a caprichos mórbidos enquanto minha alma gêmea corria pelo mundo à minha procura.
Agora que que me encontra e percebe o que de nós andei fazendo nos últimos séculos, rejeita-me com toda razão.
Por quantas vidas ainda terei que esperar para que, enfim, a felicidade nos braços dele seja minha também?
-Ora, quanta tolice! - dirão os mais velhos - há ainda de apaixonar-se incontáveis vezes e desposar alguém que lhe seja realmente merecido.Não, não chore, criança, ele é só o primeiro de muitos.
Deixar-me ir, não significa, em absoluto, deixar-me livre.Pelo contrário, é condenar-me a uma vida à sombra da felicidade que tive, à espera da felicidade que só terei noutra encarnação.Por tanto tempo me procurou para entregar-me aquela flor e, quando avistei, depois de tanto, nele a árvore branca pela qual sempre esperei, me pede para ir.Vou, que opção me resta?A eternidade de pessoas banais e relações vazias me espera, não é isso que me deseja?Não, eu não acredito que você possa imaginar que haverá para mim ou para você outra pessoa, o que você faz é nos condenar ao resto da vida na solidão.E, sendo essa a sua sentença, cumprirei.
---
P.S.:'love only gets you down' é meu ovo.Você pode ter esquecido o seu sorriso e o brilho nos seus olhos, você pode ter esquecido o tom da sua voz enquanto dizia aquele último 'eu te amo', você pode ter esquecido o diabo que for, mas eu não.Eu não esqueço o som da sua risada sem graça, o branco dos seus dentes e a doçura na sua voz, não, eu não esqueço a cara linda que você faz toda vez que finge que não quer me beijar mordendo o lábio de vontade, eu simplesmente não esqueço.Não me vem com essa de 'love only gets me down' porque você SABE o quanto fica feliz comigo.Então, presta atenção, não adianta ficar nessa de 'é bem melhor sem se apegar' porque só é bom no começo.Eu ainda posso ser o que você chama de lar, e você vai precisar de um, uma hora.E, meu bem, você vai me odiar ao ler isso, mas os seus amigos que só são amigos quando você é domínio deles(pois você sabe que esses são os seus amigos), não vão lavar as suas cuecas e colocar as crianças para dormir, eles vão casar e ter ser próprios filhos, não importa o quanto você precise deles, e quer saber, você pode achar que seus pares fazem muito mal a eles, mas, diferentes de você, eles não vão se importar com uma palavra do que você diga.No fim das contas, você vai pensar em mim e no quanto nós teríamos sido felizes se você quisesse ser feliz, mas eu não vou mais estar aqui, porque você me ordenou que fosse e então eu estarei debaixo da terra, ou boiando no São Francisco.You must know, baby, you must know.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
De dias ruins.
Eu não ando nada bem.
Atravesso a cidade espalhando sorrisos, mas ando a passos mortos, com os olhos cansados e a boca sem esperança.
Não, eu não ando nada bem.
É que os braços dele estão me esperando em cada esquina e quando me atiro, eles somem.
E longe desses braços eu não sou.
Fico aqui, então, feito zumbi, trocando bobagens entre as pernas, rezando para viver de novo, para ter aqueles olhos nos meus de novo.
E viver já nem tem valido a pena.
Atravesso a cidade espalhando sorrisos, mas ando a passos mortos, com os olhos cansados e a boca sem esperança.
Não, eu não ando nada bem.
É que os braços dele estão me esperando em cada esquina e quando me atiro, eles somem.
E longe desses braços eu não sou.
Fico aqui, então, feito zumbi, trocando bobagens entre as pernas, rezando para viver de novo, para ter aqueles olhos nos meus de novo.
E viver já nem tem valido a pena.
sábado, 6 de junho de 2009
'I thought that I was stronger.'
Sabe quando você simplesmente não aguenta mais e entrega os pontos?
Pois é, as músicas que vão tocar hoje são só entre Corinne e Caetano.
Porque essa maldita cidade tem o cheiro dele em cada espaço e eu já cansei de lutar contra isso.
Estou fadada a isso, sentí-lo sem tocá-lo (ja)mais.
Eu desisto, essa força que me puxa para baixo venceu; ao menos, por hoje.
Pois é, as músicas que vão tocar hoje são só entre Corinne e Caetano.
Porque essa maldita cidade tem o cheiro dele em cada espaço e eu já cansei de lutar contra isso.
Estou fadada a isso, sentí-lo sem tocá-lo (ja)mais.
Eu desisto, essa força que me puxa para baixo venceu; ao menos, por hoje.
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